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Educação | Núcleo Mãe Maria

As lições que o corona vírus nos ensina. Os dois meses que abalaram o mundo.

Ainda é cedo para termos uma ideia mais ampla do que esse vírus danado vai causar em nossa vida. Mas alguma coisa já deu para aprender (ou lembrar).

A primeira delas é que a vida é frágil. Ainda mais quando a tosse é forte. 

Aprendemos também que o trabalho, aquela sonhada viagem, o campeonato de futebol, a balada com os amigos, as compras no shopping ou no supermercado e até aquele corpo moldado na academia, não são tão importantes como imaginávamos antes.

Tudo isso pode esperar. Tudo isso ficou em segundo plano. O que queremos agora é ficar com a família (mesmo sem poder abraçar ninguém) e cuidar da saúde.

Aprendemos também a importância da solidariedade e o pouco valor do ouro.

Aprendemos também que fazemos parte de um todo e que nossa integridade física depende também de quanto nos importamos com a saúde do outro.

Não basta que eu me proteja com todo álcool em gel e sabonete que conseguir comprar, se meu vizinho também não tiver meios de se proteger também.

Se ele adoecer, posso ficar doente também.

Porém, já não devíamos estar carecas de saber tudo isso?

Não é isso que nossos antepassados nos ensinaram? Não é isso que todas as religiões e crenças pregam?

Não é isso que a Natureza nos demonstra a cada segundo?

Ouvimos isso há séculos, mas nunca soubemos dar ouvidos a esses ensinamentos.

Foi preciso que um vírus vindo do outro lado do mundo viesse até nós para que entendêssemos a dimensão dessas lições. Em sessenta dias, aprendemos o que a vida vem tentando nos ensinar há mais de cinco mil anos de “civilização humana”.

E o que tem esta peste de tão especial para em tão pouco tempo desconstruir hábitos arraigados no Homem desde que ele aprendeu a viver em sociedade?

Não é o mais letal, nem o mais cruel, tampouco o que se espalha com maior rapidez.

A fome e a indiferença matam mais. Muito mais. As guerras e o crime são infinitamente mais cruéis e a ganância humana faz mais estragos e se espalha mais rapidamente que essa gripe mais forte.

E que nem chega ser tão desconhecida assim, já que o corona (em versões anteriores) já habita a Terra desde os tempos imemoriais.

Talvez o grande temor gerado pelo corona seja pelo fato desse vírus ser ecumênico: não faz distinção de suas vítimas.

Não é como a fome que só ataca os miseráveis, não é como a guerra que poupa os poderosos, não é como a violência, que massacra o fraco e nem como a ganância, que eleva os ricos. Esse vírus nos fez perceber que estamos todos no mesmo barco à deriva e em meio a uma grande tempestade.

Precisamos uns dos outros, remadores, marinheiros, timoneiro, capitão e grumete.

O egoísta morrerá só. O solidário salvará muitos. Acredito ser essa a lição que a vida está ensinando ao Mundo.

E enquanto os negros dias de involuntário confinamento nos mantiver reclusos, aproveitemos o tempo para cultivar a compreensão, brincar com os filhos mesmo que já estejam crescidos, dançar ao som das músicas do rádio, regar as plantas, cuidar do jardim e observar as aves do céu.

Este isolamento nos impede de abraçar quem nos é caro.

Lembremos disso quando esta fase passar, para nunca mais economizarmos afeto a quem amamos.

Economizar amor nunca foi um bom investimento. E o mais importante: dizer o quanto amamos a quem amamos enquanto ainda podemos ser ouvidos.

Não sabemos se teremos oportunidade de novos encontros quando tudo isso acabar.

Texto do colaborador Milton Frungilo


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